Para gastar menos

Dinheiro: como conversar sobre ele com meu familiar idoso e outras pessoas da família?

Toda família tem as suas regras implícitas e expectativas sobre como lidar com o dinheiro: como economizar, como gastar, quem tem o controle e como as decisões devem ser tomadas.

Quando você se torna um cuidador do seu familiar idoso, o dinheiro exerce um papel importante nas escolhas que você fará sobre o cuidado desta pessoa ao longo do tempo. Quanto vai gastar em terapias, em medicamentos, qual será a qualidade de materiais e equipamentos que irá escolher. E, sem dúvida, o dinheiro pode ser uma grande fonte de conflito dentro da sua família.

Vamos lá, você foi sutilmente escolhido ou foi aquele que se prontificou a ajudar? Há sempre situações comuns que fazem um cuidador assumir o manejo das finanças de um familiar idoso, tais como:

  • Seu familiar adoeceu repentinamente e você se tornou cuidador de uma hora para outra.
  • Seu familiar tem lhe pedido ajuda para pagar contas, para aplicar dinheiro e quando você se deu conta já está administrando os recursos financeiros dele, direta ou indiretamente.
  • Seu familiar tem uma demência ou um quadro psiquiátrico que o impede de cuidar das suas finanças.

Muitos adultos idosos são relutantes em deixar seus filhos saberem sobre sua situação financeira. Compreensivelmente, eles são extremamente resistentes em desistir do controle de suas finanças. Ter controle financeiro para muitos é sinônimo de autonomia. Vale ressaltar, que não é incomum para muitos idosos, o fato de não poder controlar mais as suas finanças ser sinônimo de estar sendo roubado. Essa desconfiança pode ocorrer com os próprios familiares. Por isso, a necessidade que todos familiares esclareçam as dúvidas e decidam quem será o responsável pelas finanças. Se esquivar dessa discussão é fonte de conflito e estresse no futuro.

Idosos que perdem progressivamente suas capacidades cognitivas passam a necessitar de um cuidador para supervisionar as finanças para prevenir erros como: contas não pagas ou pagas mais de uma vez, investimentos sem acompanhamento, gastos irracionais ou apenas perda de dinheiro em casa ou na rua, sejam evitados.

Falando sobre dinheiro

O bom entendimento da situação financeira da pessoa que necessita de cuidados, ajudará o cuidador a tomar boas decisões financeiras de longo prazo.
Existe o melhor momento para esse tipo de conversa? Regras não existem, mas começar é preciso. O início de uma conversa pode ser a parte mais difícil. É preciso escolher se deverá ter conversas individuais ou se o mais indicado será realizar uma reunião familiar, com irmãos e outras pessoas importantes. Essas situações precisam ser enfrentadas com serenidade para evitar problemas no futuro com seu próprio familiar ou com outros membros da família.

Talvez esta conversa parece familiar a você:

– Mãe, nós vamos tomar algumas decisões difíceis nos próximos anos. Seria de grande ajuda se pudéssemos trabalhar juntos para entendermos as finanças e, então, tomarmos as melhores decisões para o seu bem, conforme as mudanças nas suas necessidades.

– Oh, querida(o), eu não quero falar sobre isso agora. Está tudo bem e eu estou cuidando de todas as contas sem maiores problemas.

– Eu sei que as coisas estão bem agora, mas e se você cair, quebrar o seu braço e não puder mais assinar um cheque? Como você conseguiria pagar suas contas?

Este é o momento de iniciar a conversa. Sugira algumas situações prováveis e pergunte “o que você faria se…”, e escreva as respostas que seus pais dariam. Algumas dessas perguntas podem ser sobre cuidados com a saúde ou relativos à moradia, outras podem ser sobre dinheiro. Quanto melhor você compreender como uma pessoa querida pensa sobre dinheiro e, assim, conhecer quais são seus desejos concretos, mais capacitado estará para realizar esses anseios e honrá-los da melhor maneira que puder.

Perguntas que você deve fazer ao seu familiar e aos outros membros da família sobre como gastar o dinheiro:

  • Se você adoecer, onde quer ser cuidado? Em casa, é o melhor lugar para cuidar de um familiar idoso?
  • E se precisar de ajuda para tomar banho, se vestir e comer, você aceitaria um cuidador pago? Seria uma opção ir para um residencial para idosos?
  • Verifique se como cuidador familiar, você poderá utilizar um pouco do dinheiro dos seus pais para contratar um substituto ou uma ajuda temporária para que você possa descansar em alguns momentos.
  • Como os outros familiares vêem esta situação?
  • Se queremos contratar alguém, deverá ser por meio de uma agência ou devemos contratar diretamente?

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