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Decisão: quando e como fazer a melhor escolha de tratamento para meu familiar idoso?

Imagine a seguinte situação: seu familiar idoso tem uma piora de saúde e vai para UTI. Nesse momento, o médico pergunta se você deseja que seu familiar idoso seja mantido vivo sob condições artificiais, apesar de seu estado de saúde ser irreversível.

Tomar decisões desse gênero num momento de grande preocupação, angústia e dor causadas pelo sofrimento e iminente perda do seu familiar querido, torna-se extremamente difícil e dolorosa nos conduzindo, às vezes para escolhas inadequadas.

O DAV é um documento contendo o conjunto de desejos, prévia e expressamente manifestados pelo indivíduo sobre os cuidados que quer, ou não, receber no momento em que estiver incapacitado de expressar, livre e automaticamente, sua vontade. Apesar desse documento ainda ser pouco discutido e divulgado entre nós brasileiros, ele ajuda muito nos casos de pessoas com doenças terminais (doença em estágio irreversível e incurável e que a morte é esperada nos próximos seis meses), ou idosos com doenças crônicas incapacitantes e/ou demência avançada.

Para a elaboração das diretivas antecipadas de vontade do nosso familiar idoso ou mesmo nossa é importante pensar e conversar sobre os momentos de fim de vida, sobre a morte e o morrer, sobre o que considera aceitável ou não com relação a tratamentos médicos, sobre quem tomar decisões na impossibilidade de ser o próprio responsável. A desmistificação do assunto “morte e morrer” deve ocorrer nas conversas informais e na maneira como lidamos com a certeza da terminalidade da vida. Converse com seu médico sobre as perspectivas e prognóstico da sua doença.

As diretivas antecipadas de vontade é um documento particular ou público. É ideal registrá-lo, mas pode ser revogado ou modificado a qualquer momento. Nesse documento é interessante expressar que não deseja usar respirador artificial (ventilação mecânica), se submeter a tratamentos dolorosos ou extenuantes (medicamentoso ou cirúrgico), reanimação após parada cardiorrespiratória e designar um responsável para decidir tudo o que for relativo ao tratamento médico que não foi citado anteriormente. Além disso, seria importante expressar seus desejos após a morte: doar órgão, ser enterrado ou cremado, entre outros desejos culturais.

Para mais informações disponibilizamos um material informativo sobre os aspectos legais e jurídicos sobre a DAV e assuntos afins, além das recomendações da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

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