Para se sentir bem

Casamento e doença: como passar por isso?

“Cuido do meu marido todos os dias desde que ele ficou doente". Esta frase é vivida por muitas mulheres em todo o planeta. Mas será que estamos preparadas para essa jornada?

Em muitos casos, são relacionamentos de uma vida inteira. Cada lembrança dos momentos compartilhados passam na memória como um filme, e estão guardados no coração e na alma. Casais maduros sabem que a vida do dia a dia é muito diferente daquela refletida na imagem em um porta retrato. Sempre existem desafios e dificuldades que vão fortalecendo uma relação.

Mas, será que estamos preparadas para a chegada de uma doença e suas limitações?

Uma nova jornada começa

Com uma a chegada de uma doença na vida de um casal as pesquisas mostram que três grandes mudanças acontecem:

  • os problemas de saúde passam a ser o centro das atenções
  • a relação do casal muda
  • a rotina dentro de casa assume novos contornos

Esposas que são cuidadoras tem mais depressão e ansiedade do que as esposas que não estão nessa situação. E isso não tem a ver com o tipo de doença, ou se é algo passageiro ou duradouro. Compartilhar o sofrimento do outro, se sentir impotente para modificar a situação e querer dar o máximo de si todos os dias é exaustivo. Essa depressão não é “frescura” ou sinal de fraqueza psicológica. É clinicamente detectável e precisa ser tratada. E o mais rápido possível!

Não saber o que dizer, sobre o que conversar e o que fazer juntos mostra que aquele relacionamento de antes vai precisar ser reconstruído. Para muitos casais momentos de tensão passam a ser comuns. Sentimentos negativos como raiva, angústia, medo, desamparo aparecem e não são facilmente contidos, mesmo em casamentos felizes e bem resolvidos. Isso traz consequências negativas para a saúde.

Ver os planos idealizados irem por “água abaixo” dá uma sensação de que a vida está escorrendo entre os dedos, diz a professora Frances Lewis

O que você pode fazer por você, seu companheiro e o seu casamento?

Três coisas simples embasadas em anos de pesquisa com esposas ou maridos que são cuidadores:

Cuide de você.

Se dê TODOS OS DIAS 15 minutos só seus para fazer o que lhe der um pequeno momento de paz e tranquilidade. Tomar um café, ler uma revista, tomar um banho com sabonete cheiroso… pequenos e preciosos prazeres. Esqueça a lista de compras, a consulta e o que fazer para o almoço. Talvez no começo seja difícil, mas melhora com o treino. Só 15 minutos!

Seja um ouvinte atento

Quando adoecemos temos a necessidade de falar, de compartilhar sentimentos e emoções. Esteja totalmente presente. Mesmo se você não tenha como mudar a situação. Um ouvir silencioso e atento ajuda a aliviar o sofrimento.

Faça perguntas para entender o seu companheiro.

Livre-se de ideias pré-concebidas e de certezas. Esqueça que existem resistências e teimosias. Tente fazer perguntas para compreender como o outro enxerga sua situação. Isso vai ajudar a diminuir as tensões, rancores e mágoas.

Pesquisa com cuidadores de pacientes com câncer mostrou que ser uma “esponja amorosa” é capaz de melhorar a imunidade e diminuir fatores pró-inflamatórios, tanto de quem é cuidado quanto de quem cuida.

Seja essa “esponja amorosa” para você mesma e seu companheiro!

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